TEMPEROS DA CULINÁRIA AÇORIANA

Louro, loureiro e louro-comum.
Laurus nobilis L. - Lauraceae

O nome científico "laurus" significa "vitória", e "nobilis" vem de "nobre". Na Mitologia, a história conta sobre a ninfa Dafne, filha de Perseu, que foi encantada enquanto dormia, embalada pelas melodias da lira de Apolo – deus da música, da poesia, da profecia e da cura – transformando-se em um louro (ou loureiro) fadado a viver eternamente nas florestas.

A princípio, os galhos do louro eram usados para espantar insetos. Com o tempo, o louro passou a desempenhar funções mais nobres, coroando aqueles que eram vencedores dos jogos olímpicos e os poetas mais famosos. Esse costume deu origem ao termo "laureado" e à expressão "os louros da vitória", designando respectivamente "premiado" e "prêmios".

Por ser visto como a panacéia para todos os males, foi também dedicado a Esculápio, deus da medicina, coroando sua estátua com uma guirlanda feita de seus ramos. Devido às qualidades de protetor e curativo, os ramos de louro eram usados pelos imperadores romanos nas viagens de barco, principalmente durante as tormentas, acreditando-se que assim ficariam livres dos raios e de todos os infortúnios.

Para atrair boa sorte, os romanos enfeitavam suas portas com coroas de louro durante a passagem do ano e adornavam os palácios dos césares. O louro é símbolo de eternidade, talvez pelo motivo de suas folhas estarem sempre verdes e presas ao ramo. Também pode ser vista como a planta da ressurreição, pois era empregada nos funerais com esse intuito.

Usos na culinária: para temperar caldos, assados, ensopados, sopas, marinadas, refogados, pratos com lingüiça, pratos com arroz, feijão e vinha-d’alhos. A folha deve ser retirada após o cozimento, pois pode azedar a comida. É um dos componentes do bouquet garni francês.

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